ENTREVISTA NA EXPOACRE.
28/09/2011 14:57
É reciclando que se recebe
“Um presente para o nosso meio-ambiente”. Foi assim que o empresário Luiz Almíneo Luniere, da Gráfica Talento, definiu o trabalho de reciclagem realizado por sua empresa. Pela primeira vez no Espaço Indústria, o empresário fez demonstrações e falou da importância de reciclar sobras de papéis.
“Em 2002 fiz um curso em Curitiba para tentar entender a formação da fibra sem o processo químico. Queria reciclar, mas me preocupava muito com os resíduos, para não poluir o meio ambiente. Em janeiro deste ano comprei a máquina de reciclagem e todas as sobras de papéis nós reciclamos”, conta Luniere.
A aceitação do papel reciclado é crescente, especialmente no mercado corporativo. O papel reciclado tem um apelo ecológico, o que faz com que alcance um preço até maior que o material virgem. No Brasil, os papéis reciclados chegavam a custar 40% a mais que o papel virgem em 2001. Em 2004, os preços estavam quase equivalentes, e o material reciclado custava de 3% a 5% a mais. A redução dos preços foi possibilitada por ganhos de escala, e pela diminuição da margem média de lucro.
“Somos uma empresa preocupada com os tempos de hoje e com a necessidade da reciclagem de materiais, como papel, a principal matéria-prima. A indústria está empenhada em fomentar as melhores práticas ambientais e apoiamos todas as ações no sentido de minimizar o impacto ambiental de sua atividade e do consumo de sua produção”, ressalta.
Os principais fatores de incentivo à reciclagem de papel são a preservação de recursos naturais, a minimização da poluição e a diminuição da quantidade de lixo que vai para os aterros. Dentre estes, certamente o último é o que tem tido maior peso nos países que adotam medidas em prol da reciclagem.
Luniere adverte que, à medida que a sociedade compreender melhor os benefícios da reciclagem dos resíduos que ela própria gera, acabará optando por um consumo mais consciente. “No segmento gráfico, o desafio é a reciclagem com menor geração possível de rejeitos. O Acre é o primeiro Estado a usar o sistema de reciclagem de agentes químicos e somos a única gráfica que tem essa máquina”.